E o meu maior defeito é insistir em soltar das mãos daquele que realmente nunca me desampara. E mesmo que eu solte das mãos d'Ele apenas por um breve momento, esse breve momento se torna na verdade uma eternidade, pois um dia sem Deus é como mil dias sozinha.
Um vazio enorme passa a tomar conta do meu ser, nada do que eu faça me deixa completamente bem o sentimento de que está faltando alguma coisa é constante e incessante.
E então começo a lembrar dos dias em que caminhava de mãos dadas com o pai, quando o mundo lá fora não podia me ferir, quando ouvia a sua voz, quando nem medo, nem insegurança faziam parte de mim.
E são nesses dias que me deparo com uma saudade enorme e incontrolável da casa do Pai. E quando já estou sem saída, completamente sozinha, Ele vem e me resgata, mesmo eu não merecendo, mesmo eu sendo teimosa, Ele olha e fala “Filha, vem, vamos voltar para casa”, porque mesmo que eu insista em soltar de suas mãos, uma, duas, quantas forem as vezes, Ele em sua eterna compaixão e amor sempre esta disposto a me pegar por ela e a me levar para junto d'Ele mais uma vez.




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